Salin já estava vasculhando os armários antigos da casinha de apoio do posto, empilhando algumas mudas de roupas simples que pudessem servir para disfarçá-los nas próximas províncias. Casacos de lona gastos, camisas xadrez de algodão grosso... qualquer coisa que os tirasse do radar do luxo de Seul.
Quando o som dos passos de Jun-ho ecoou no piso de madeira, o ar na sala pareceu mudar. Salin tencionou os ombros sutilmente, endireitando a postura. Ele conhecia cada nuance do marido; a frustração do flagra no hotel de luxo, o sangue dos caçadores de recompensa na calça social e o peso de ter acabado de chutar o traseiro do Conselho com a Linha 0 ainda flutuavam ao redor do CEO como uma tempestade silenciosa. Salin se preparou mentalmente, imaginando que Jun-ho fosse avançar sobre ele, descontar aquela eletricidade acumulada em um beijo bruto ou exigir aquela possessividade de sempre antes de caírem no sono.
