O estresse de Jun-ho era palpável, uma vibração elétrica que emanava de seus ombros tensos e da mandíbula travada. Ele caminhava pelo corredor da sede com a urgência de quem queria socar as paredes até os nós dos dedos sangrarem.
Ele socou a parede. Ver o estado de seus pais fez tudo se aflorar novamente.
Mas ele precisava se acalmar. Ser o monstro agora iria colocar tudo a perder. E ele jamais perderia tudo novamente.
Salin não recuou, ao ver o mais jovem. Com energia de sombra. Ele se esgueirou pela parede. Jun-ho piscou, vendo o rosto adorável sugir entre ele e a parede fria.
Ele hesitou apenas por um segundo antes de tomar os lábios de Salin de forma casta. Como se tentasse segurar tudo.
Depois ele permaneceu olhando o mais velho. As mãos tremendo. Salin fez um bico. Parecendo frustrado.
— Por que não está me empurrando contra a parede? — A voz do loiro cortou o silêncio do corredor, firme, ancorada em uma decisão que não aceitava negativas.
