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Chapter 39 - Capítulo: A Linhagem de Ferro

A Viagem ao Canil Aristocrático

Na manhã de sábado, uma frota particular de três utilitários blindados pretos da Arasaka cruzou os vales de Sonoma, ao norte de São Francisco. Bruce havia selecionado pessoalmente o mais prestigiado canil de linhagem pura de Mastins da Costa Oeste, um local isolado onde os cães eram criados com espaço e disciplina dignos de realeza.

Quando os carros estacionaram, as portas se abriram. Bruce desceu primeiro, exibindo seus 1,89m em um sobretudo escuro. Elena desceu logo em seguida, ajudando a segurar os trigêmeos de dois anos — Arthur, William e Aria —, enquanto os gêmeos Leo e Lucas, com seus doze anos, caminhavam na frente, com os olhos azuis brilhantes cheios de expectativa.

O proprietário do canil, ciente de que estava recebendo o homem mais poderoso do mundo corporativo, fez uma reverência respeitosa e os conduziu ao grande pavilhão gramado central.

Ali, em cercados amplos, estavam várias ninhadas de Mastins. Pequenos ursos de pelos grossos, focinhos escuros e patas gigantescas que mostravam o tamanho que atingiriam quando adultos.

A Escolha dos Companheiros

— Lembrem-se, rapazes — Bruce disse, sua voz grossa ecoando com calma enquanto se agachava perto dos gêmeos. — Um Mastim escolhe o seu dono pela lealdade e pela energia. Olhem nos olhos deles.

Leo e Lucas (12 anos): Leo caminhou até o cercado dos filhotes de pelagem tigrada. Um filhote robusto, com uma cicatriz de brincadeira perto da orelha e um olhar destemido, caminhou até a grade e sentou-se firmemente diante do menino. Leo sorriu, estendendo a mão para o cão lamber. — O meu vai se chamar Titan, pai — Leo anunciou.

Lucas, usando sua mente analítica, observou o comportamento dos cães mais calmos. Um filhote de pelagem fulva clara, que observava o ambiente com atenção e parecia calcular cada movimento dos irmãos, caminhou até ele. Lucas sentou-se no chão, e o filhote deitou a cabeça pesada em seu colo. — O meu é o Atlas — decidiu Lucas.

Os Trigêmeos (2 anos): Elena colocou os três pequenos no gramado protegido para que os filhotes mais dóceis se aproximassem sob a supervisão atenta de Arthur e da Sra. Higgins, que haviam acompanhado a viagem.

O pequeno Arthur deu risada quando um filhote gordinho e desajeitado o derrubou sentando-se ao seu lado. O menino o abraçou pelo pescoço, batizando-o imediatamente de Thor. O pequeno William, mostrando um temperamento calmo, dividiu seu biscoito com um filhote de olhar dócil que não saía do seu lado, batizado de Baron. A pequena Aria, a princesa da casa, recebeu a aproximação da única fêmea da ninhada principal. Uma filhote imponente, com olhos expressivos que pareciam já entender o dever de proteger a menina. Aria sorriu, puxando a orelha macia da cadela: — Ela é a Luna, mamãe!

Bruce e Elena: Por fim, restavam os dois cães dos patriarcas. Para Elena, um filhote de postura elegante e tranquila a escolheu, caminhando com graça até o seu vestido e deitando-se sobre os seus pés. Ela o chamou de Goliath, sabendo que ele se tornaria o gigante protetor de suas estufas.

Para Bruce, o líder do canil havia reservado o maior filhote da linhagem de ferro. Um Mastim de pelagem completamente escura, com patas do tamanho de canecas e um olhar profundo, frio e territorial que espelhava a própria imponência do CEO da Arasaka. O cão caminhou em passos lentos até Bruce, parou diante de suas botas blindadas e ergueu a cabeça, soltando um pequeno rosnado de posse.

Bruce soltou uma risada curta e grave, agachando-se e segurando o pescoço forte do filhote.

— Você vai se chamar Ares — Bruce declarou, sentindo a lealdade do animal ser selada ali mesmo.

O Retorno à Mansão

Arthur coordenou os seguranças para acomodar os sete filhotes em caixas de transporte climatizadas de alta tecnologia nos utilitários da empresa.

No final da tarde, os portões de ferro da Mansão Arasaka se abriram. Quando os sete filhotes foram soltos no gramado monumental projetado por Elena, a colina ganhou uma nova vida. Os pequenos Mastins corriam de um lado para o outro, explorando o território que, em poucos anos, guardariam com suas próprias vidas.

Bruce e Elena estavam parados na entrada principal de mármore. Elena abraçou a cintura do marido, observando a cena dos cinco filhos correndo com os sete cachorros pelo jardim.

— Sete gigantes em crescimento, Bruce... A conta de ração da mansão vai competir com o orçamento da nossa divisão de tecnologia — Elena brincou, rindo.

Bruce sorriu de lado, puxando-a para mais perto com seu braço protetor, enquanto via Ares, o seu filhote, sentar-se como uma estátua ao lado de suas botas, já vigiando o horizonte da baía de São Francisco.

— A Arasaka pode construir muros de ferro e satélites no espaço, Elena — Bruce respondeu, a voz grossa e convicta selando o final da tarde. — Mas a lealdade de um Mastim na porta de casa é a tradição que mantém a nossa dinastia verdadeiramente aristocrática. Eles agora fazem parte da família.

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