Parte 1: O Jantar da Trindade
No sábado à noite, a casa vitoriana em Cambridge — que continuava a ser o refúgio seguro do trio quando queriam distância dos arranha-céus corporativos — estava com as luzes suaves e um aroma convidativo de massas e temperos. James, surpreendentemente, havia assumido a cozinha, enquanto Chloe organizava os vinhos.
Bruce chegou segurando a mão de Elena. A arquiteta vestia uma roupa casual e elegante, mas o seu coração batia rápido; ela sabia que James e Chloe não eram apenas os diretores da maior força emergente do país, eram a verdadeira família de Bruce.
— Relaxa, eles não mordem — Bruce sussurrou com um sorriso charmoso, antes de abrir a porta.
A recepção não poderia ter sido melhor. James largou o pano de prato, limpou as mãos e deu um abraço forte em Elena, quebrando qualquer gelo inicial.
— Finalmente a mulher que conseguiu fazer o Bruce desligar os relatórios financeiros por algumas horas! — James riu, servindo uma taça de vinho para a convidada. — Seja bem-vinda, Elena.
Chloe aproximou-se com o seu jeito mais contido, mas com um sorriso caloroso e sincero nos olhos.
— O Bruce não fala de outra coisa desde que conheceu você na confeitaria, Elena. É muito bom conhecer você oficialmente — ela disse.
O jantar correu de forma leve e divertida. Elena, com a sua inteligência e carisma natural, logo se sentiu à vontade, conversando sobre o urbanismo da cidade e contando piadas sobre o jeito focado e detalhista que Bruce demonstrava no dia a dia. Bruce observava a cena em silêncio, sentindo um orgulho imenso. Ver a mulher que amava integrada perfeitamente ao seu círculo mais sagrado trazia uma sensação de paz que ele raramente experimentava.
